PROCEDIMENTO INÉDITO DE QUIMIOTERAPIA É REALIZADO NO HOSPITAL DAS CLÍNICAS
quarta, 16 de janeiro de 2019
O Hospital tornou-se o quarto no Brasil e primeiro no Norte e Nordeste a usar a técnica

Um procedimento inédito, para tratar tumor intraocular, foi realizado de forma inédita no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A unidade realizou, na segunda quinzena de dezembro, a Quimioterapia Intra-Arterial para Retinoblastoma (Quiare), tornando-se o quarto hospital no Brasil a usar a técnica e o primeiro no Norte e Nordeste.
“O tratamento foi realizado utilizando um delicado cateter inserido na artéria femoral na virilha, que, de tão fino, penetrou seletivamente na artéria oftálmica, onde foi injetado o quimioterápico, permitindo altas concentrações na região do tumor ocular, sem os efeitos colaterais da quimioterapia sistêmica, endovenosa”, explica a oftalmologista oncológica, Virgínia Torres, coordenadora do Projeto Quiare. O procedimento foi realizado em um menino de três anos de idade, que já havia operado o olho esquerdo devido a um retinoblastoma e cuja doença evoluiu no olho direito. "Isso permitiu aumentar a chance de controle do novo tumor, evitando a cegueira definitiva dessa criança, caso a cirurgia do outro olho fosse realizada”, afirma Virgínia Torres.
O HC adquiriu recentemente novos equipamentos que permitem mais precisão no diagnóstico inicial do retinoblastoma, bem como nas avaliações periódicas pós-tratamento. O incremento do tratamento multimodal e multidisciplinar do retinoblastoma no HC conta com a parceria do Centro de Oncologia Pediátrica (Cenoh), sediado no Hospital Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco (UPE).
RETINOBLASTOMA – O retinoblastoma é o tumor intraocular maligno mais frequente na infância, compreendendo 10 a 15% dos cânceres que ocorrem no primeiro ano de vida. Um estudo mais recente do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revela incidência duas vezes maior do retinoblastoma no Brasil, em comparação com os Estados Unidos (EUA) e Europa. As taxas de sobrevida do retinoblastoma também diferem entre países com diferentes graus de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A diferença é explicada pelo retardo do diagnóstico e a falta de centros de referência para encaminhamento do paciente e acesso a todas as modalidades do seu tratamento.
O aparecimento do câncer está relacionado a mutações na célula da criança acometida e pode acometer um ou ambos os olhos. A forma mais comum de apresentação clínica é a leucocoria (75%), chamada também de “olho de gato”, seguida de estrabismo. O diagnóstico da lesão é feito pelo pediatra ou oftalmologista.
Fonte: Hospital das Clínicas
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Redação:“CNM” Central de Notícias do Matuto (0025-18)4
Para: www.blogdomatuto.com.br
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