O MUNICÍPIO DE PAULISTA REGISTRA RECORDE COM 50 NINHOS DE TARTARUGAS DE PENTE, ESPÉCIE EM PERIGO DE EXTINÇÃO

quinta, 30 de abril de 2026

tartarugas 

O Município do Paulista, na Região Metropolitana do Recife, atingiu a marca de 50 ninhos de tartarugas marinhas identificados durante a temporada reprodutiva 2025/2026.

 

O número é o maior já registrado pela Gestão Municipal e reflete o monitoramento da espécie Tartaruga de Pente (Eretmochelys imbricata), que está classificada como criticamente em perigo de extinção.

 

A ocorrência mais recente foi confirmada na madrugada da última Segunda Feira (27 de Abril de 2026), no Bairro de Maria Farinha em Paulista-PE.

 

Segundo o Núcleo de Sustentabilidade Urbana (NSU), vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a eclosão de 30 desses ninhos já resultou no nascimento de 2.400 filhotes que chegaram ao mar.

 

A concentração dos pontos de desova revela áreas críticas para a conservação da fauna marinha na Cidade.

 

A praia de Enseadinha se consolida como o principal berçário da região, onde foram registrados 30 ninhos, em Maria Farinha, 17 ninhos; na praia do Janga, 2; e em Nossa Senhora da Conceição, 1 ninho.

 

O processo de monitoramento é diário e se intensifica quando o ninho completa 45 dias de incubação.

 

De acordo com os técnicos, esse acompanhamento é vital para mitigar riscos urbanos, como a compactação da areia por veículos ou pedestres e a poluição luminosa, que desorienta os filhotes no trajeto até a água.

 

A tartaruga-de-pente utiliza a costa Pernambucana historicamente para reprodução, mas enfrenta desafios crescentes devido à ocupação urbana.

 

O período de incubação dos ovos varia entre 40 e 60 dias, após o rompimento das cascas (eclosão), os filhotes levam até 3 dias para emergir à superfície da areia e iniciar a caminhada para o Oceano Atlântico.

 

A Secretaria de Meio Ambiente orienta que moradores e turistas não interfiram no processo natural de eclosão ou desova, o uso de lanternas ou flashes de celulares deve ser evitado, pois as luzes artificiais atraem os animais para a direção oposta ao mar, levando-os à morte por exaustão ou atropelamento.



Informações: Central de Notícias do Matuto

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