ANVISA ALERTA PARA VENDA IRREGULAR DE TIRZEPATIDA EM PÓ NA INTERNET

quinta, 24 de setembro de 2026

 

 

 

 

 

Nesta Quarta Feira, 23 de Setembro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um alerta sobre a comercialização irregular de tirzepatida em pó por meio das redes sociais. O órgão chama atenção para os riscos do uso de produtos que não passaram pelos controles sanitários exigidos para medicamentos injetáveis.

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A tirzepatida é o princípio ativo presente no Mounjaro e atua em receptores relacionados aos hormônios GLP-1 e GIP. No Brasil, o medicamento regularizado pela Anvisa é comercializado em farmácias mediante as exigências estabelecidas pela legislação. Produtos manipulados também devem seguir as normas sanitárias e depender de indicação e prescrição profissional.

 

Segundo a Anvisa, perfis nas redes sociais vêm divulgando a tirzepatida em pó acompanhada de orientações sobre como diluir o produto e realizar a aplicação em casa.

 

A agência ressalta que esse tipo de procedimento pode representar riscos, principalmente porque não há garantia de esterilidade, concentração adequada ou controle sobre a composição da substância.

 

O órgão explica que produtos destinados à aplicação por injeção precisam ser produzidos em condições específicas de qualidade e esterilidade. Quando uma substância contaminada é injetada diretamente no organismo, existe possibilidade de provocar infecções e outras complicações.

 

A Anvisa também destaca que a aparência do produto não é suficiente para determinar sua segurança. Mesmo que o material pareça limpo ou esteja em uma embalagem fechada, não é possível identificar visualmente a presença de microrganismos ou outras substâncias contaminantes.

 

Além da tirzepatida em pó, a agência também alertou para a divulgação do CBL-514 nas redes sociais. A substância é um peptídeo sintético que vem sendo estudado por seu possível efeito na redução de gordura localizada.

 

De acordo com a Anvisa, o CBL-514 ainda está em fase de estudos clínicos e não possui registro ou autorização para comercialização no Brasil. Nesta etapa, pesquisadores avaliam aspectos como segurança, eficácia e qualidade antes que qualquer conclusão possa ser tomada sobre sua utilização.

 

A agência reforça que produtos sem registro ou autorização sanitária não oferecem as mesmas garantias de qualidade, segurança e eficácia exigidas para medicamentos regularizados.

 

Plantão da Redação: Central de Notícias do Matuto

REPÓRTER MATUTO BUARQUE
BLOG DO MATUTO/CNM

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