HISTÓRIA DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL E DA BANDA XV NOVEMBRO DE GRAVATÁ

segunda, 15 de novembro de 2021

HISTÓRIA DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL

 

História da Proclamação da República, feriado do dia 15 de Novembro, crise da monarquia, Marechal Deodoro da Fonseca, movimento republicano, história do Brasil, fim da monarquia, democracia no Brasil.

 

INTRODUÇÃO 
No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

 

CRISE DA MONARQUIA


A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:

- Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;

- Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;

- A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;

- Falta de apoio dos proprietários rurais,

principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;

Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.

 

A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA 

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rum

o à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.

 

A HISTÓRIA DA BANDA XV DE NOVEMBRO DE GRAVATÁ

 banda

HISTÓRICO

A Sociedade Musical 15 de Novembro de Gravatá, criada oficialmente em 15 de novembro de 1894, tem suas origens num pequeno conjunto musical que abrilhantava as festividades desta comunidade nos idos de 1857, data da elevação da Capela de Sant’Ana, Padroeira de Gravatá à categoria de Matriz.

 

Seu nome pomposo que conserva até hoje, não se sabe ao certo ser uma alusão ao dia de sua fundação ou uma alusão à Proclamação da República Brasileira. Sabe-se, no entanto, que a sua história foi composta paralelamente à história local, marcando presença nos mais diversos eventos sócio-político-culturais ao mesmo tempo em que ia congregando no seu seio, as mais ilustres personalidades do cenário político, social e religioso da terra de Carreiro de Miranda, personalidade que deu origem a história de Gravatá.

 

À frente da Sociedade Musical 15 de Novembro sempre existiram e existem uma diretoria atuante e mestres que se sucedem na transmissão da arte musical, unindo esforços para superar as adversidades naturais que o tempo oferece e para manter vivos os ideais de seus fundadores que são basicamente os seguintes: 1º) socializar crianças e jovens através de sua escolinha de música que funciona na própria sede com apoio de músicos desta sociedade; 2º) preparar músicos para a renovação do efetivo da Banda 15 de Novembro; 3º) apoiar os seus músicos que buscam conquistar o seu espaço noutras organizações musicais, principalmente das Forças Armadas, que é o sonho de realização de sua grande maioria.

 

Mas não foi fácil para a Sociedade 15 de Novembro manter-se viva ao longo dos tempos, enfrentar crises na administração interna, conforme registros nos livros de atas de que dispomos, desde 1924, data do quarto livro que temos guardado, como uma verdadeira relíquia de sua história. E, a essas dificuldades internas, especialmente por falta de recursos para a manutenção das atividades da Banda, somavam-se no passado o descaso do poder público do Estado com as entidades culturais, até por questões organizacionais do próprio Estado no que tange ao setor, o que não era de estranhar, pois outras questões, como as relacionadas com a educação básica também eram relegadas a plano secundário.

 

Entretanto, apesar de todas essas dificuldades, de todas as questões históricas adversas, inclusive o desenrolar dos dois grandes conflitos mundiais, a Sociedade Musical 15 de Novembro com toda a sua fragilidade econômico-financeira, ganhou força naqueles que estiveram a sua frente e souberam manter acesa a chama dos ideais dos seus fundadores na propagação da cultura musical, e, de forma particular, em função social. Ou seja, na função de oportunizar às sucessivas gerações à formação integral de profissionais da música que se integram com louvor às diversas corporações musicais do país, e até no exterior.

 

É a partir desse trabalho incansável que a Sociedade Musical 15 de Novembro de Gravatá vai reverenciando os seus antepassados, no papel de dirigentes, como Manuel Firmino dos Santos, (um dos seus primeiros presidentes), entre outros. Assim também são reverenciados os seus mestres que imortalizam esta sociedade, a exemplo de Manuel Pereira da Silva, o saudoso Manuel Bombardino, que além de um legado de 50 anos de serviços desta sociedade de cultura musical, deixa seu filho Adelson Pereira da Silva para dar continuidade a sua obra.

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